Pesquisa em Manaus identifica mudanças no relacionamento familiar durante quarentena

Uma pesquisa de opinião realizada em Manaus (AM) avaliou a convivência familiar após dois meses de quarentena por conta da pandemia do novo coronavírus. De acordo com a investigação, realizada pela empresa Action, a maioria dos entrevistados passou a ajudar nas atividades domésticas, os laços familiares ficaram mais fortes e aumentaram as atividades de leitura, estudo e de orações.

Os resultados, de acordo com a empresa responsável pelo estudo, mostram “uma forte associação entre a avaliação da convivência familiar com as novas atividades na rotina”, desenvolvidas pelos membros durante dois meses de isolamento domiciliar, período compreendido pela pesquisa.

Com a mudança da rotina e a intensificação da convivência familiar, novas atividades passaram a fazer parte do cotidiano de mais de 80% dos participantes. Destes, 22,2% está ajudando mais intensivamente nas tarefas domésticas nesse período de confinamento, não somente naquelas tradicionais, como as de limpeza e arrumação, como também, noutras mais prazerosas, como jardinagem e culinária ocasional. Observou-se na pesquisa, que muitos procuraram estar mais próximos da família (20,6%), realizando atividades em conjunto. Destaca-se também a leitura, o estudo e a oração que foram intensificadas nesse período de quarentena (10,4%).

Pesquisa Coronavírus | Action pesquisas de mercado

Quando se analisou o relacionamento familiar mais profundamente, verificou-se que as atividades desempenhadas na quarentena tem forte correlação com o sentimento de melhora ou piora no relacionamento familiar. Para descobrir como essa relação ocorre, usou-se a análise fatorial (método das correspondências múltiplas), uma técnica estatística muito utilizada para entender a associação entre múltiplas variáveis.

Na figura 4, em formato de cruz, pode ser visto escritas em vermelho e em posições diferentes, as categorias MELHOR, IGUAL e PIOR, assim como uma área destacada em volta de cada. Escrito na cor branca, estão as atividades desempenhadas na quarentena (as mesmas da figura 2). A figura 4 representa a matriz formada pelo cruzamento das atividades com a avaliação da vida familiar. Quanto mais próximas, maior é a correlação, portanto, deduz-se que as pessoas que consideraram a convivência MELHOR que antes, procuraram ficar mais próximas entre si, realizaram atividades domésticas, como também aquelas consideradas prazerosas, como jardinagem, culinária e prática de atividades físicas. Dedicaram-se a leitura, ao estudo e à oração.

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Não foram necessariamente as tarefas que causaram surpresa, mas o fato de os participantes procurarem estar mais próximo da família, seja realizando uma tarefa em conjunto ou ajudando individualmente um ao outro, esses atos, de alguma forma, contribuíram para uma considerável MELHORA na convivência familiar”, ressaltam os pesquisadores.

Levando em consideração as outras duas posições, os que dizem ter PIORADO ou ficado IGUAL o relacionamento familiar, destacam que durante a quarentena passaram a executar em maior quantidade as seguintes atividades: trabalhar em casa (Home Office), dormir, assistir TV, vídeo games ou música, além de executar atividades de manufatura como lazer.

“Observando a figura 4 (acima), é facilmente ilustrado quais são as categorias que andam em conjunto. Desse modo, os resultados mostram que as pessoas que se encontram mais próximas da família e que procuram realizar atividades mais prazerosas, se saíram melhores no quesito enfrentamento do isolamento domiciliar, enquanto as que focaram principalmente no trabalho ou descanso, notícias televisíveis, internet ou se isolaram em uma vida puramente digital, se saíram piores nesse quesito”, pontua a Action.

Autor: Pastoral Familiar

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