Quais caminhos pastorais são propostos para ajudar pessoas homossexuais?

Reuinião Jovens

“Diálogo, acolhimento e misericórdia” são três atitudes que devem integrar a vida e a missão das dioceses, paróquias e comunidades, no apostolado com pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo (AMS) ou por ambos os sexos (AAS), conhecidas como homossexuais e bissexuais. Nesta terceira reflexão da série sobre “Homossexuais e Vida Cristã”, conheça as orientações da Courage para auxiliar neste trabalho pastoral da Igreja.

Atenção pastoral

A missão da Courage está em sintonia com as atuais reflexões da Igreja. O primeiro dos documentos da 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, os Lineamenta, disponível na internet, traz reflexões dos bispos católicos sobre “A atenção pastoral às pessoas com tendência homossexual”. O texto produzido motivará os trabalhos do próximo Sínodo, em outubro. A Igreja compreende que a atenção pastoral para com as pessoas com orientação homossexual lança, hoje, novos desafios. Diante desse contexto, sugere que o assunto seja tratado à luz do Evangelho.

Há mais de 20 anos, o Apostolado Courage vem ajudando homens e mulheres que sentem atração pelo mesmo sexo (AMS) ou por ambos os sexos (AAS). O membro da Courage, Maurício Marcos Abambres, recorda que, é necessário primeiramente, que os párocos, coordenadores e agentes de pastorais das comunidades recebam orientação correta sobre o ensinamento da Igreja relativa à homossexualidade, para que possam transmiti-la aos fiéis.

“Hoje se incentiva muito o clima de diálogo, acolhimento e misericórdia, mas é preciso tomar cuidado com o sentido que se atribuiu a essas palavras. A Igreja oferece, sim, a misericórdia de Jesus Cristo, mas àqueles que estão arrependidos de uma vida de pecado e querem levar uma nova vida de acordo com o Evangelho e não para aqueles que querem mudar a orientação moral da Igreja”.

Acolher sem discrimar

Nas propostas pastorais da Courage, há diferença entre acolher e apoiar os comportamentos das pessoas homossexuais. “O verdadeiro acolhimento às pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo (AMS) ou por ambos os sexos (AAS), que buscam a orientação da Igreja Católica, para uma vida de castidade, será possível, pois essas pessoas querem ser incluídas no ambiente paroquial ou comunitário”.

A comunidade paroquial deve estar comprometida e aberta para apoiar as pessoas com comportamento homossexual que buscam ajuda. “Os fiéis devem analisar suas próprias atitudes relativas às pessoas com AMS, as quais muitas vezes se traduzem em falta de caridade. Usar termos pejorativos, classificar toda pessoa com atração pelo mesmo sexo como doente ou promíscua, condená-las antecipadamente ao inferno, só faz com que essas pessoas se afastem da Igreja e procurem auxilio em outras religiões, ou o que é pior, assumam uma identidade e vida ‘gay'”.

À luz do Evangelho

O papa Francisco tem incentivado o diálogo na Igreja sobre diferentes questões pastorais que envolvem a vida em família. Para o Sínodo dos Bispos, o Vaticano abriu consulta às dioceses com o objetivo de acolher as contribuições dos leigos nos diferentes temas em discussão. Os Lineamenta da última Assembleia Extraordinária abordou a questão da atenção pastoral às pessoas com tendência homossexual. O documento sugere que as comunidades reflitam sobre qual tem sido a contribuição pastoral da Igreja às famílias que têm no seu seio pessoas com orientação homossexual. Os itens 55 e 56 trazem uma síntese dos estudos dos padres sinodais e que pode ajudar nas reflexões das comunidades sobre o acolhimento pastoral às pessoas com comportamento homossexual.

– Algumas famílias vivem a experiência de ter no seu interior pessoas com orientação homossexual. A este propósito, houve interrogações sobre qual atenção pastoral é oportuna diante desta situação, com relação àquilo que a Igreja ensina: “Não existe fundamento algum para equiparar ou estabelecer analogias, mesmo remotas, entre as uniões homossexuais e o plano de Deus sobre o matrimônio e a família”. Não obstante, os homens e as mulheres com tendências homossexuais devem ser acolhidos com respeito e delicadeza. “Deve evitar-se, para com eles, qualquer atitude de injusta discriminação” (Congregação para a Doutrina da Fé, Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais, 4).

– É totalmente inaceitável que os Pastores da Igreja sofram pressões nesta matéria e que os organismos internacionais condicionem as ajudas financeiras aos países pobres à introdução de leis que instituam o “matrimônio” entre pessoas do mesmo sexo.

Reuinião Jovens

O Apostolado Courage pode ser instalado nas paróquias, por meio das chamadas “células”. Bispos, padres e agentes de pastorais podem colaborar neste trabalho, na orientação às pessoas homossexuais, com base na Doutrina Moral da Igreja Católica. O membro do Courage Brasil, Maurício Marcos Abambres, explica os caminhos para levar o Apostolado para as paróquias.

“Nós nos dispomos a fazer palestras, a participar de congressos, a auxiliar na instalação de células por todo o nosso país, para que as pessoas com AMS tenham a oportunidade de participar de um grupo, onde tenham a liberdade de falar sobre suas lutas, vitórias, derrotas, tristezas, alegrias. Pedimos aos bispos e padres que, se desejarem, nos contatem para enviarmos o material relativo à instalação de uma célula do Courage em sua diocese ou paróquia”.

“Frequentemente recebermos mensagens de pessoas que dizem haver procurado por muitos anos a ajuda em suas comunidades e não a encontraram e ninguém soube indicar o trabalho que fazemos no Courage. Lutaram sozinhas por longo tempo até que, pela Providência de Deus, conseguiram nos achar na internet. Pedimos, então, aos leigos, e aos sacerdotes, que nos ajudem a expandir este trabalho nas paróquias e nas comunidades católicas. Precisamos de apoio e, também, de braços e corações dispostos a servir”.

Materiais de formação

No site do Courage – www.couragebrasil.com – são oferecidos diversos conteúdos formativos. Artigos de bispos, livros, vídeos, além de Documentos da Igreja sobre o acompanhamento às pessoas com AMS e AAS.

Assessoria de Imprensa CNPF

Autor: PastoralFamiliar

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