Vida se defende zelando pela verdade, diz cardeal

Dom Eusébio Scheid adverte quanto a «argumentos forjados»

Por Alexandre Ribeiro

RIO DE JANEIRO, segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- De acordo com o cardeal Eusébio Scheid, o caminho para defender a vida é zelar pela verdade.

O arcebispo do Rio de Janeiro explica, em mensagem aos fiéis difundida na semana passada, que «a verdade é uma só e definitiva».

«Não posso buscar meios-termos para acomodar situações condenáveis como, por exemplo, a defesa do tal “aborto terapêutico”, em casos de suspeita de malformação fetal. Isto é repudiável», destaca.Dom Eusébio recorda primeiramente que a estratégia da Igreja Católica no Brasil para levar uma mensagem comum da defesa da vida neste tempo de Quaresma é a colegialidade eclesial.

«Desde o Norte até o Sul, de Leste a Oeste, em todos os quadrantes do nosso país, a Igreja Católica fala sobre a Campanha da Fraternidade, em plena harmonia de fé e vida.»

Mas quando se deve defender a vida? –questiona o arcebispo do Rio de Janeiro.

De acordo com Dom Eusébio, a temática da Campanha da Fraternidade destaca a defesa da vida em cada etapa de seu desenvolvimento.

«Contra o crime do aborto, contra o menosprezo pela promoção humana, contra a insegurança diante da violência hodierna e, finalmente, contra a eutanásia, a chamada “morte assistida” que, além de grave ofensa a Deus, é crime.»

Para o cardeal, «sem dúvida alguma», «o maior crime é o aborto, pois trata-se do assassinato de inocentes indefesos».

«E não nos venham com argumentos forjados e absurdos, afirmando que a mulher tem direito ao seu corpo. Jamais uma criança por nascer pode ser considerada “parte” do corpo da mãe, ainda que dependa vitalmente dela para se desenvolver», afirma.

Dom Eusébio enfatiza que «o útero materno é o sacrário da vida de uma pessoa por nascer».

O purpurado recorda que a Igreja declara-se em favor da pessoa humana, que começa a existir no momento em que o óvulo é fecundado.

«Qualquer legislação que a contrarie, configura-se como atentado à vida», destaca.

Autor: PastoralFamiliar

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